
Por que a moda está no radar do gestor de fundos ESG?
Acompanhe a carta do Gestor de Maio de 2021 – FRAM Capital HANSSEN ESG FIA – analisa o mercado da moda, desde o período anterior a redução do desperdício até a democratização da moda.
“Moda
O que é moda? A definição clássica de moda é de ser uma forma de auto expressão e autonomia em um momento e lugar no tempo de estilo, seja de roupas, acessórios, sapatos, maquiagem ou modo de vida. Atualmente, no dia a dia, a indústria de moda costuma definir tendências.
Por que o tema importa para um gestor de fundos ESG? Porque a moda é uma forma de desigualdade vista a olhos nus. Também é uma grande fonte de desperdício, seja pela mudança rápida nas tendências, seja pela má qualidade de produtos.
Mas a nova moda é a economia circular que, de algum modo, vem a abordar esses pontos e reduzir os danos que a moda tradicionalmente definida traz para a economia.
Moda existe a muito tempo, e ela se renova e retoma tendências à medida que o tempo passa. Os romanos e egípcios tinham grande interesse em sua aparência e gastavam muito tempo e dinheiro em moda, com certas vestimentas comunicando status, riqueza e ocupação.
As vestimentas romanas são muito próximas aos vestidos usados atualmente. A moda se intensificou no século XV, com a Itália emergindo como o centro da moda, passando o bastão para a França na era renascentista e barroca.
Alias, no mundo ocidental, moda é uma importante parte da história mesmo no período medieval. As cortes eram quem ditavam a moda e influenciavam, inclusive, as suas colônias. Os aristocratas gastavam muito dinheiro em vestimentas elaboradas enquanto os pobres não podiam sequer mudar suas roupas para atender as novas tendências. Escolhiam roupas feitas de fibras naturais e sem muita cor.
Com isso, roupas separavam as pessoas em grupos. Nessa época emergiu também uma nova classe, a classe média composta por comerciantes, e que procurava imitar a moda estabelecida pela aristocracia. Uma nova mudança na moda ocorre com a Revolução Industrial Britânica entre 1760 e 1840.
Com o desenvolvimento das fábricas têxteis (até então tudo era feito a mão), as maquinas passaram a produzir tecidos de espessura fina e de malha. A invenção da máquina de costura, em 1790, assegura a rapidez na confecção com uma menor necessidade de mão de obra.
Essa aceleração na confecção de roupas fez com que o homem comum também passe a dar importância à moda. A partir dai as mudanças de estilo, do rígido para o mais solto, e da produção em massa acontecem de formas distintas antes da primeira grande guerra, entre as duas grandes guerras, e logo após a segunda grande guerra mundial.
Roupas mais simples e prontas para o uso diminuem as diferenças de vestimentas entre os ricos e pobres. O aumento da mulher na força de trabalho tem grande influência sobre este tema. A expressão da moda
passa a ser a praticidade e não mais o glamour.
Roupas feitas a mão se tornam peças extremamente caras que a aristocracia empobrecida não consegue mais pagar. O surgimento do poliéster e do nylon tornam a fabricação de roupas ainda mais baratas e mais práticas.
O que nos traz aos dias de hoje quando a moda passa a ser comandada pela economia e pelo lucro. As marcas passam a importar mais que os designers e estão presentes na grande maioria dos países do globo.
O fast fashion, as vendas online, as incertezas econômicas, preocupações
éticas, sustentabilidade estão entre as maiores preocupações daqueles que fazem moda. As pessoas querem ser únicas e, portanto a moda passou de uma resposta a mudanças culturais a ser um reflexo da individualidade.
O confronto social não é mais a meta da moda. O conceito da economia circular na moda é um conceito em crescimento e que visa reusar e
reciclar todos os materiais, eliminando o desperdício e poluição e regenerando o ambiente de uma forma circular.
As marcas preocupadas com a sustentabilidade estão repensando os
fundamentos da operação da indústria de modas. Os estudiosos do assunto, incluindo a PwC, a ESSEC Business School e a Universidade Wageningen calculam que o potencial de mercado da economia circular de moda possa chegar a US$ 5 trilhões. A indústria de moda tem sofrido pressão para reduzir a emissão de carbono e o desperdício o que aumenta os argumentos pela circularidade.
De acordo com estes estudiosos o mercado de moda apenas começou a explorar o potencial de uso e de reciclagem de produtos. A circularidade da moda tira o foco do consumidor e passa para o produto, fazendo com que
a moda seja rastreável, transparente e mais sustentável para os negócios, para o consumidor e para o planeta.
A indústria têxtil usa aproximadamente 98 milhões de toneladas de recursos não renováveis, incluindo fibras sintéticas produzidas com base no petróleo, fertilizantes para adubar as plantações de algodão, e químicos para produzir tinturas, e fibras acabadas.
Com o baixo reúso e alto desperdício o atual sistema é a raiz da crescente pressão sobre os recursos. Caso continue no atual caminho, a indústria de moda será responsável por 26% do orçamento de carbono associado ao limite de 2 graus de aquecimento global até 2050, de acordo com a
Fundação Ellen Macarthur.
Portanto é muito importante prolongar o uso de peças de moda e se assegurar de que elas voltem para o consumo e não sejam simplesmente descartadas. As peças seriam desenhadas e produzidas com alta qualidade, durabilidade e teriam funcionalidades e flexibilidade em termos de estilo pessoal, e de customização mantendo a individualidade do consumidor.
As vestimentas seriam vistas como bens duráveis ao invés de bens descartáveis. Mas não é só isso. O modelo de economia circular no segmento de moda traz novos modelos de negócios, alguns já existentes mas ainda não muito desenvolvidos, como o serviço de assinatura, o serviço de locação e o compartilhamento.
Esses serviços permitem com que pessoas com menos recursos possam usar roupas do que chamamos de alta costura diminuindo as diferenças sociais que a moda até hoje impõe. Outro segmento que pode trazer ganhos para a economia como um todo é o de roupas de bebês, já que eles rapidamente
perdem suas roupas por não servirem mais.
No mercado acionário brasileiro a melhor representante deste fenômeno e a Enjoei. A empresa procura ser uma plataforma de venda de roupas usadas que as pessoas não querem mais.
Porém, isto ainda está muito longe do conceito de reciclagem das roupas uma vez que depois de usadas pelo comprador, serão doadas e em seguida descartadas contribuindo para a poluição.
Portanto, o mercado circular de moda ainda tem um grande caminho a percorrer antes de reduzir o desperdício e aumentar a democratização da moda.
Em maio o Fundo Hanssen continuo apostando na melhora da economia doméstica. Aumentamos a posição em BRF por entender que a o consumo de alimentos continua ser o maior representante da retomada da economia e que a alta no preço do boi gordo leva a substituição por carne de frango e de porco. Reduzimos a exposição a ELET3 após a aprovação da capitalização pela Câmara e em SULA11 por entender que já precifica as próximas altas nos juros.”
Objetivo do Fundo
Buscar através de estratégias de investimentos, baseados nos cenários
traçados para a economia para o médio e o longo prazo e nas perspectivas de resultados para empresas socialmente responsáveis, trazer retornos
consistentes no longo prazo. A política de investimento do FUNDO consiste em aplicar no mínimo 67% de seu patrimônio líquido em empresas de capital aberto listados em mercados regulamentados e que apresentem um melhor desempenho ambiental, social e de governança corporativa (ESG) de acordo com critérios definidos em metodologia própria. O Fundo não investe em ações da Forjas Taurus, Petrobras e Vale por regulamento.
Público-alvo
O FUNDO é destinado ao público qualificado que busca obter retornos
superiores através do investimento em empresas responsáveis em relação a
sua posição na conservação do meio ambiente, na melhora das relações sociais e com uma boa governança corporativa.
Rentabilidade do Fundo


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