
O que aprendemos com isso?
A relação do humano com os animais é antiga e sua simbologia significante. O que aprendemos com isso?
“Animais
No último dia 1 de fevereiro iniciou-se o novo ano Chinês, o ano do tigre. O tigre é visto como corajoso e competitivo, mas também é visto como sendo rebelde, do pavio curto e pouco previsível. Os mercados parecem ter iniciado o ano com as características do tigre, em especial o de pouco previsível.
O mercado de investimentos é representado por vários animais, sendo os dois mais conhecidos o touro (Bull – mercado de alta, o touro da cabeçada para cima) e o urso (Bear – mercado de baixa, o abraço do urso é para baixo). Mas não são apenas esses. Os investidores são classificados com nomes de animais, de acordo com a maneira em que investem. Os Rabbits (coelhos) procuram ganhos rápido; Tortoises (tartarugas) são lentos, mas constantes; Snails (lesma) buscam retornos baixos; Chickens (frangos) saem rapidamente do investimento sem esperar a definição de tendência; Pigs (porcos) são gananciosos e às vezes perdem a oportunidade de realizar ganhos na expectativa de lucros maiores; Ostriches (avestruz) só escutam aqueles que estão de acordo com as suas crenças; Sharks (tubarões) investidores que levam os pequenos a acreditar em uma tendência muitas vezes manipulada; Whales (baleias) normalmente são investidores institucionais com recursos que podem levar a mudança de tendências; e Sheep (ovelhas) são os que investem com o efeito manada.
Os animais também são uma ampla fonte de alimentação dos humanos. Mas nem sempre foi assim. Até a terra aquecer diminuindo as florestas e com elas a disponibilidade de frutas, folhas, tubérculos entre outros, o ancestral do homem subsistia basicamente com o consumo de produtos do mundo vegetal. É verdade que naquela época eles não tinham ainda ferramentas capazes de cortar pedaços de carne ou mesmo para matar animais na quantidade necessária para fornecer toda a demanda que tinham por alimentos. O que nós trás de volta aos tigres. Os humanos, há 2 milhões de anos atrás, começaram a desenvolver ferramentas que os ajudavam a comer carne mas ainda não a caçar. Como viviam no meio de animais como leões, hienas, leopardos e de pelo menos três tipos de tigres de dente de sabre, esperavam esses matar o animal para depois comer.
E como será no futuro? É certo que as mudanças climáticas afetam de diversas maneiras a cadeia alimentar, a segurança alimentar. As mudanças climáticas têm provocado calores e secas intensas em algumas regiões e frio exagerado em outras. Tudo isso resulta em produções menores, ou menos comida na mesa. Sabemos disso a milhões de anos, uma vez que como comentamos acima, o homem passou a ser carnívoro pela redução na disponibilidade de outras fontes alimentares. As mudanças climáticas tem levado a redução na disponibilidade de alimentos nos dias de hoje também. A produtividade na produção de alguns grãos, como trigo e milho, tem visto reduções em muitas partes do mundo devido a calor extremo e a secas. Se nada mudar, as estimativas apontam para um redução da produtividade de 30% até 2050 (Funadação Nações Unidas). Os
países que já hoje tem elevada poluição, desmatamento entre outros desafios devem ser os mais afetados. De acordo com dados do relatório State of Food Security and Nutrition in the World report (Relatório do Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo – FAO) 750 milhões de pessoas passaram pela experiência de insegurança alimentar severa em 2019. Só podemos imaginar como este fato cresceu em 2020 com a pandemia que levou a fechamento de fronteiras e dificuldades de logística.
Em Janeiro, apesar do tema ESG ter sido predominante nos anos de 2020 e 2021, o investidor em Brasil parece ter esquecido o assunto. A entrada líquida de recursos externos no mercado secundário foi de R$32,49 bilhões, a segunda maior nos últimos 10 anos. Essas entradas foram de investidores a procura de mercados descontados com a expectativa de que a alta de juros americano poderia derrubar mercados maduros. Mas essas entradas parecem ter sido concentradas em ações da Vale (3,7% de alta), Petrobras (~14% de alta) e Bancos (~10,6%) levando o índice a subir 6,98% no mês. Tirando estas ações a alta teria side de apenas 3,36%. Para os gestores locais isso foi um problema. Precisando diversificar não podem concentrar suas alocações em poucas ações, e, portanto acabaram em grande parte produzindo resultados menores.
O Fundo Hanssen está muito atento a questões ESG. Sendo assim, além de não investir em Vale e Petrobras por regulamento, também não investiu em alguns bancos por entender que existem problemas de imagem ou de ingerência política. O fundo investe em Itaúsa (investimento indireto no Unibanco-Itaú e na XP) e em BTG. Investe também em ações da Cia Brasileira de Alumínio que entendemos ser parcialmente correlacionada com Vale com a vantagem de ser ESG por gerar mais de 100% de suas necessidades em energia limpa. Com isso o fundo ficou atrás do Ibovespa fechando o mês com alta de 3,92%.”
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