
Quem são os grandes vilões pelo aquecimento global?
Acompanhe a carta do Gestor de Abril de 2021 – FRAM Capital HANSSEN ESG FIA – que busca elucidar quais são os pontos fundamentais para conter as consequências do aquecimento global.
“Mudanças Climáticas
Está é a década em que precisamos tomar as decisões que evitem as piores consequências para a crise do clima. Temos que manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC (Presidente Biden na Cúpula Mundial de Lideres pelo Clima 2021, realizado em final de abril).
As pessoas continuam a fazer o que fazem, pois a grande maioria não tem ideia das consequências de suas atitudes para a vida diária do ser humano (Greta Thungberg). Quem são os grandes vilões pelo aquecimento global? No topo da lista está as empresa de petróleo.
A Exxon realizou pesquisas inicias em 1957 confirmadas em 1982 que demonstraram que o grande aumento de dióxido de carbono na atmosfera desde a Revolução Industrial está diretamente ligado aos combustíveis fosseis. E por que então não paramos o uso de combustíveis fosseis?
Por que a vida moderna está diretamente ligada ao seu uso, e como sabiamente disse Greta, uma adolescente, a maioria das pessoas não sabe nem que está usando e muito menos que os produtos que usam são tão prejudiciais ao clima. Os combustíveis fosseis não são apenas a base de nossa locomoção, mas também usamos para muitas coisas do nosso dia a dia, como por exemplo, o condicionamento de alimentos em embalagens de plástico.
Estamos tentando resolver o problema, com carros elétricos ou que utilizam álcool (consideradas energias limpas), e com a substituição de alguns plásticos. Mas dai a dizer que a população está conscientizada tem uma longa distância. Outro grande vilão é a emissão de metano pela agricultura. Discursamos sobre este aspecto do aquecimento global, em especial sobre a produção de gado, em nossa carta do gestor de
outubro de 2020.
Também precisamos mencionar o oxido de nitrato, outro produto responsável pelas mudanças climáticas, que está presente nos solos fertilizados e resíduos animais. Desde os anos 60 o uso de fertilizantes aumentou significativamente o que permitiu diminuir a fome no mundo.
Um relatório de 2013, produzido pelas Nações Unidas, mostrava que a emissão de oxido de nitrato aumentou 20% desde a era industrial e que a expectativa era de que dobrasse até 2050. Um quarto culpado pelo aquecimento global são os gases fluorados. Esses são químicos sintéticos e utilizados em uma série de aplicações industriais, tais como refrigeradores, ar-condicionado e em solventes.
O efeito dos gases fluorados chega a ser 23 mil vezes pior do que do dióxido do carbono para as mudanças climáticas. A boa noticia é que existe uma tendência de redução no uso de gases fluorados pela indústria. Na Europa o uso dos gases fluorados é regulado e até 2030 a emissão será reduzida para um terço do que era no ano de 2014.
O Brasil faz parte do acordo para a substituição desses gases na refrigeração por gases naturais. O acordo prevê que o consumo dos gases fluorados seja mensurado entre os anos de 2020 e 2022, congelando a partir de 2024, com redução de 10% em 2029 chegando a uma redução de 80% no ano de 2045. A regulamentação aguarda aprovação na Câmera dos Deputados, tendo sido pela última vez pedida sua inclusão na Ordem do Dia em 26 de abril deste ano.
É interessante notar, porém, que o entre os efeitos do vírus Covid-19, houve uma redução nos gases de efeito estufa. Nos Estados Unidos, por exemplo, as emissões em 2020 foram reduzidas em 10,3%, a maior queda em emissões desde a era pós Segunda Guerra Mundial (a recessão de 2009 só produziu uma redução de 6,3% nas emissões). Na Europa a quedas das
emissões também ficou na casa dos 10% em relação ao ano anterior, mas é importante lembrar que a Europa tem se esforçado e entre 1990 e 2019 já tinham reduzido em 24% as emissões.
Apesar destes esforços ainda se tem muito a fazer, como disse o Presidente Biden na última cúpula do clima. A redução de metano e de oxido de nitrato deve ser limitada, nos próximos anos, pois o continuado crescimento da população faz com que o uso de fertilizantes e a produção de proteínas sejam necessários para a alimentação.
Mas a redução do dióxido de carbono e de gases fluorados deve continuar. Um dos meios para reduzir os efeitos é a manutenção das florestas existentes e a plantação de novas florestas. Por isso a grande pressão externa sobre o que o Brasil e seus governantes estão fazendo para reduzir o desmatamento da floresta Amazônica, que aumentou em 2020.
A Alemanha, por exemplo, colocou a redução do desmatamento como condição para seguir com acordos de cooperação com o Brasil. Existe outro combatente que vem da própria natureza. O aparecimento de novas florestas naturais. Algumas florestas estão se expandindo de forma natural sobre áreas antes usadas para agricultura e agora abandonadas.
Isso ocorre com a redução da população de certas áreas, com a migração das áreas rurais para as áreas urbanas, além de novas políticas agrícolas
implantadas em algumas regiões, ou até nos limites das áreas urbanas. O fato é que estas novas florestas trazem o beneficio do aumento no sequestro de carbono. Infelizmente, o Brasil ainda está na contramão, tendo um dos mais altos níveis de redução de florestas no mundo.
Preocupado com estas questões, o Fundo Hanssen ESG FIA, manteve no mês de abril a posição em ações da Suzano e Klabin apesar da valorização cambial que reduz o retorno oferecido por estas empresas.
Mantivemos a aposta no setor de varejo, acreditando que a reabertura ainda não está totalmente precificada. Aumentamos a exposição através de ações da C&A que além de negociar a um EV/EBITDA 21 de 4,8x, um bom desconto em relação a médias das varejistas de vestuário que negociam a uma média de 15,7x, ainda tem a oportunidade de Fusão e Aquisição.
Também em termos de ESG está melhor que as concorrentes, com nota ponderada de 52,7 comparada a uma média para o setor de 48,8. Que os atuais acionistas querem sair da posição é conhecido pelo mercado. O momento atual nos parece propício uma vez que outras varejistas abriram a carteira e estão indo as compras.
Trocamos a posição em Bradesco por uma posição em BTG. Acreditamos que o BTG está mais bem preparado para capturar as mudanças no sistema bancário através de sua presença tanto no mercado físico, mas em especial nos serviços digitais oferecidos através do crescimento de suas plataformas.”
Objetivo do Fundo
Buscar através de estratégias de investimentos, baseados nos cenários
traçados para a economia para o médio e o longo prazo e nas perspectivas de resultados para empresas socialmente responsáveis, trazer retornos
consistentes no longo prazo. A política de investimento do FUNDO consiste em aplicar no mínimo 67% de seu patrimônio líquido em empresas de capital aberto listados em mercados regulamentados e que apresentem um melhor desempenho ambiental, social e de governança corporativa (ESG) de acordo com critérios definidos em metodologia própria. O Fundo não investe em ações da Forjas Taurus, Petrobras e Vale por regulamento.
Público-alvo
O FUNDO é destinado ao público qualificado que busca obter retornos
superiores através do investimento em empresas responsáveis em relação a
sua posição na conservação do meio ambiente, na melhora das relações sociais e com uma boa governança corporativa.
Rentabilidade do Fundo


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